Por:Michelle Ferraz
Fonte: Portas Abertas
Já chega a 73 o número de igrejas queimadas no Egito durante os confrontos que tiveram início no último dia 14 no país. A informação é de um colaborador da Missão Portas Abertas (MPA) no país, identificado como “Samir”. O número de mortos passa de 800 e cerca de 5 mil pessoas ficaram feridas durante os confrontos entre militares e seguidores do presidente deposto Mohamed Mursi.
Os ataques às igrejas se justificariam pelo fato de que os cristãos, conhecidos no país como “coptas”, foram os principais apoiadores da retirada de Mursi do poder, deposto no dia 3 de julho. De acordo com “Samir”, “militantes favoráveis ao presidente deposto e seu partido, a Irmandade Muçulmana, são apontados como os responsáveis por todos esses ataques”.
Em nota divulgada no site da MPA, o colaborador afirma que “sem dúvida, a última semana de ataques violentos contra cristãos é chocante e sem precedentes”. “É comum assistirmos incidentes variáveis de ataques a igrejas por radicais em aldeias ou centros urbanos; famílias cristãs são perseguidas e forçadas a migrar de suas cidades de origem; repetidas formas de discriminação fazem parte da vida diária dos cristãos egípcios. Mas a violência sistemática conduzida contra os cristãos ao longo dos últimos cinco dias deixou a maior Igreja do Oriente Médio com uma extensa lista de perdas – e uma série de perguntas que só Deus pode nos ajudar a responder”, escreveu o correspondente.
No último dia 15, Navi Pillay, alta comissária da Organização das Nações Unidas para Direitos Humanos, pediu o fim da violência no Egito, apelando a todos os lados envolvidos que “recuem da beira do desastre”. “Apelo por um diálogo urgente a fim de evitar mais violência e ódio, e se restaure a ordem constitucional por meio de eleições livres e democráticas”, disse Pillay, segundo informações da agência de notícias da ONU.
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A Igreja de Cristo em Florânia, participou de um momento de oração pelo Egito no último Domingo. Um momento de Intercessão específico foi feito para que a paz retorne àquele lugar, e que o Senhor proteja seu povo ali.